O Construtivismo Russo

O Construtivismo Russo
O CONSTRUTIVISMO RUSSO

O Construtivismo Russo foi um movimento estético-social que surgiu na Rússia no final da segunda década do século XX. Para entender melhor os conceitos estéticos desse movimento é necessário conhecer um pouco o momento que o país atravessava. A Rússia foi devastada pela Primeira Grande Guerra e por sua Guerra Civil. A vitória do Exército Bolchevique e a queda do Tsar Nicolau II iniciou um novo tempo aos russos com o Comunismo. Porém, naquela turbulência toda que o país atravessava, surgiu um movimento artístico que teve claramente o objetivo social, ou seja, o Construtivismo Russo abandonou todos os dogmas da arte pela arte, para de fato se dedicar ao design industrial, ao design de produtos, a comunicação visual e as artes aplicadas a serviço da nova política comunista. Esses Construtivistas convocavam os demais artistas a abandonarem a pintura, escultura ou quaisquer outras atividades ligadas a velha arte, para agora se dedicarem a arte como construção de uma nova sociedade. Como exemplo dessa mudança radical, o escultor, e um dos principais articuladores do movimento Construtivista Russo, Vladímir Tátlin abandonou a escultura para se dedicar no desenvolvimento de um fogão que fosse mais eficaz na geração de calor, e mais eficiente no consumo de combustível. O pilar de reconstrução social do movimento fica bem claro nesse exemplo, a arte sendo usada em prol do proletariado russo.

O Construtivismo Russo
O Construtivismo Russo foi um movimento estético-social que surgiu na Rússia no final da segunda década do século XX.

O movimento construtivista teve dois grandes artistas como seus principais articuladores. O escultor Vladímir Tátlin e o pintor Aleksandr Ródtchenko. Mas foi o jovem artista, pintor, artista, arquiteto, fotógrafo e designer gráfico Lissítzki que rompeu de vez as barreiras russas do movimento. Em sua viagens para a Holanda e Alemanha, Lissítzki teve contato com outros movimentos artísticos que compartilhavam da estética construtivista dos russos, como por exemplo, os holandeses do De Stijl, os Alemães da Bauhaus, além de Dadaístas e outros construtivistas.

O Construtivismo Russo

O Construtivismo Russo crescia a tal ponto que o governo russo ofereceu apoio e incentivo oficial aos artistas e para nova arte russa através de algumas publicidades de um periódico internacional. De acordo com PHILIP B. MEGGS. A História do Design Gráfico. São Paulo: Cosac Naify, 2009. p. 377. Lissítzki se associou ao editor Iliá Ehrenburg na criação da revista trilíngue Veshch (Russo) / Gegenstand (Alemão) / Objet (Francês). O título (Objeto) foi escolhido porque os editores acreditavam que arte significava a criação de novos objetos, um processo para construir uma nova abordagem coletiva internacional encabeçada por jovens artistas e designers europeus e russos.

AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS ESTÉTICAS DO CONSTRUTIVISMO RUSSO

As principais características do Construtivismo Russo é a forte presença das formas geométricas, cores primárias, tipografia sem serifa e fotomontagem. O contraste na tipografia, com corpos normais e pesados e de estilos diferentes era frequentemente utilizado nos cartazes criados na época.

O DECLÍNIO DO CONSTRUTIVISMO RUSSO

O movimento na Rússia durou até 1934, quando o governo Russo, insatisfeito com a estética Construtivista, proíbe o Construtivismo Russo e decreta a volta da estética “Realista Comunista”. Porém o tiro de misericórdia do movimento na Rússia foi o exílio forçado dos artistas fora do país, porém essa emigração promoveu o Construtivismo na Europa e o no mundo e influenciou de forma definitiva outros movimentos estéticos que perdura até os dias atuais.

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